Uma das primeiras coisas a reter sobre medicina é que toda a gente adoece e se magoa ao longo da vida. Tenha isto em mente quando decidir quanto tempo, dinheiro, energia e esforço vai dedicar à componente médica do treino de sobrevivência da sua família.
Isto significa que vai ficar doente. Se partir do princípio de que poderá ser você a pessoa doente ou ferida, surge uma pergunta dura:
“O que fariam os meus filhos, e o que conseguiriam fazer?”
Infelizmente, a resposta muito provavelmente é: não muito.
Por isso, faz sentido focar-se no que precisa de fazer para tornar a sua família mais preparada. O foco de qualquer cenário de sobrevivência é manter-se saudável e vivo. Dito isto, não podemos recomendar o suficiente que faça da formação em primeiros socorros uma das maiores prioridades na preparação familiar. É um investimento que nunca é desperdiçado e que quase sempre se revela útil.
Sem querer insistir demasiado, vale a pena referir que esta perspetiva vem de uma experiência muito orientada por protocolos militares e medicina em ambiente remoto. Isso pode tornar algumas sugestões mais “extremas” do que o habitual — o que reforça ainda mais a importância de procurar formação adequada e fontes autorizadas.
A “hora de ouro”
Muitos profissionais de saúde falam na hora de ouro: se alguém sofre uma lesão traumática, o que acontece (ou não acontece) na primeira hora influencia fortemente as probabilidades de sobrevivência. De forma direta: se alguém fica gravemente ferido no terreno e não recebe cuidados eficazes para contrariar o problema, pode não sobreviver.
Por isso, existem orientações para que pessoas com alguma formação consigam intervir com medidas razoáveis, e ainda assim estarem legalmente protegidas em muitos contextos (desde que não haja negligência intencional). O objetivo é reduzir o medo de ajudar e incentivar mais pessoas a aprender primeiros socorros.
Regras-base
Parte desta secção corresponde a práticas aceites pelas autoridades, mas outra parte entra no domínio da medicina em circunstâncias extremas. Encare esta informação como um contributo entre pais, com intenção de ajudar, e reforce-a com formação real (cursos de Primeiros Socorros / Suporte Básico de Vida / Wilderness First Aid, etc.).
Existe uma ligação entre medicina e lei que nem sempre encaixa bem em cenários de sobrevivência. Tem o direito fundamental de aprender para conseguir fazer o melhor possível quando a sua vida (ou a de quem ama) está em risco. As leis que regulam a medicina existem para proteger doentes e regular profissionais; em contexto de sobrevivência, a prioridade prática é preservar a vida.
Em muitos locais existe o princípio do “Bom Samaritano” (a proteção varia por jurisdição), que tende a proteger quem presta ajuda razoável. Em certos sítios pode existir até dever de assistência. Independentemente disso, se intervier, não abandone a vítima, exceto se não houver alternativa ou se estiver a entregar os cuidados a alguém mais qualificado.
A regra clássica associada ao juramento hipocrático é “primeiro, não causar dano”. Como princípio é válida; mas em trauma grave, por vezes é necessário tolerar medidas dolorosas para evitar consequências piores. A medicina em ambiente austero é, muitas vezes, um exercício de “amor duro”.
Anatomia e fisiologia: visão geral útil
O objetivo aqui não é substituir um curso completo de primeiros socorros em ambiente remoto, mas sim dar uma visão panorâmica para criar familiaridade e motivar alguém a ser o “médico designado” da família. Ainda assim, todos devem saber primeiros socorros básicos e transportar um kit individual.
Pode encarar o corpo como um sistema com “subsistemas” que cooperam. Um problema num sistema pode afetar outro.
Revisão de sistemas (essenciais em sobrevivência)
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Tegumentar (pele): atenção a erupções e infeções.
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Músculo-esquelético: se não funciona, você não funciona.
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Respiratório: se pára, é crítico.
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Circulatório (sangue): se há fuga, selar rápido.
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Digestivo: pode bloquear ou “não parar”.
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Genito-urinário: desidratação é o grande risco.
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Sistema nervoso: dor, cefaleias, trauma.
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EENT (olhos, ouvidos, nariz e garganta): sentidos comprometidos.
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Endócrino: fora do foco desta abordagem de terreno.
Sintomas básicos
Febre
A febre é como a “luz do motor”: sinaliza que algo não está bem e o corpo está a reagir. Febre é um sintoma, não uma causa. Deve ser controlada quando compromete a função do corpo.
Lembrete importante: sinais são o que se vê; sintomas são o que a pessoa diz que sente.
Dor
A dor é subjetiva e depende de contexto e tolerância. Ajuda pedir uma escala 0 a 10 (10 = pior dor da vida).
Quatro níveis práticos de resposta (AVPU adaptado):
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Alerta: grita/fala → consciente, respira e comunica.
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Verbal: responde quando falamos (mesmo que só um gemido).
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À dor: reage apenas a estímulos dolorosos (sinal de pior estado).
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Inconsciente: sem resposta, apesar de sinais vitais.
Olhos (PERRLA): pupilas iguais, redondas, reativas à luz e com acomodação (focam). Alterações importantes sugerem trauma neurológico.
Sinais vitais (referências gerais)
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Temperatura: normal ~ 37 ºC, com variação pequena.
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Pulso: em média 60–100 bpm (mais baixo em pessoas muito treinadas).
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Respiração: em média 16–20/min.
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Tensão arterial: ~ 120/80 (varia).
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Oximetria (SpO₂): geralmente 95–100%; abaixo de 90% é preocupante.
Faixas de febre (orientação):
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37–38 ºC: febre baixa.
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38–39 ºC: febre moderada.
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40–41 ºC: febre alta → arrefecer ativamente e procurar ajuda.
Triagem (quando há mais vítimas do que capacidade de resposta)
Em sobrevivência, até “duas pessoas feridas ao mesmo tempo” pode ser um cenário de triagem. Um mnemónico comum é D-E-A-D (as designações variam):
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D — Expectante (morto ou a morrer): probabilidades mínimas, recursos enormes.
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E — Imediato: morre sem ajuda, mas pode sobreviver com intervenção rápida.
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A — Urgente: precisa de cuidados em breve (até ~60 min), mas aguenta algum tempo.
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D — Diferido/Minimo: pode esperar mais (até horas), apesar de dor/lesões.
Triagem é contínua: reavaliar é parte do processo.
Prioridade em trauma: segurança, depois CAB
Há debate ABC vs CAB. Em trauma com hemorragia importante, o racional é:
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C — Circulação / hemorragias: parar sangramento grave.
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A — Via aérea: garantir passagem de ar.
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B — Respiração: confirmar ventilação eficaz.
Segurança da cena
Se se magoar ao entrar, passa a haver duas vítimas. Avalie riscos (trânsito, queda de objetos, fogo, agressor, animais, etc.).
Coluna cervical (C-spine)
Em quedas/impactos, minimize movimento do pescoço. Se suspeitar de lesão cervical, estabilize a cabeça/colo enquanto avalia.
Controlo de hemorragias
O princípio é simples: parar o sangramento.
Sequência prática:
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Pressão direta: mão e pressão firme sobre a ferida.
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Mais pressão: compressas adicionais / penso compressivo.
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Elevação: se apropriado (membros).
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Pontos de pressão: quando útil (ex.: punho para mão).
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Torniquete: em hemorragia grave de membro quando a pressão não chega ou em amputação.
Regras gerais do torniquete (alto nível):
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Largura adequada (evitar muito estreitos).
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Aplicar acima da ferida, evitando articulações quando possível.
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Apertar o necessário para controlar hemorragia grave.
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Reavaliar e manter pronto para reapertar se voltar a sangrar.
Transporte e movimento de vítimas (noções práticas)
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Use o máximo de pessoas possível.
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Levante com as pernas (agachar), não com as costas.
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Se estiver sozinho e a vítima for pesada, prefira arrastar em vez de levantar.
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Vítimas inconscientes, se tiver de as deixar: coloque em posição lateral de segurança (quando apropriado) para reduzir risco de aspiração.
Ferramenta de diagnóstico simples: SAMPLE
Para doenças (e também útil em trauma), pergunte:
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Sinais e sintomas
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Alergias
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Medicação
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Passado clínico relevante
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Last meal (última refeição)
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Eventos (o que aconteceu/como começou)
Prevenção (o mais importante)
Em sobrevivência, deve errar por excesso de cautela:
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Se tiver sede, beba.
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Se tiver frio, aqueça-se e mantenha-se seco.
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Se estiver cansado, descanse.
Decisões boas começam com pessoas descansadas.
Higiene como cuidado de saúde
Manter-se limpo reduz infeções e melhora o estado mental.
Dicas úteis:
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Sol e ar ajudam a reduzir carga bacteriana.
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Areia pode ajudar em zonas como axilas/virilhas (com cuidado para evitar irritações).
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Cinza pode ajudar a limpar mãos.
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Gel alcoólico é valioso.
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Chuva/neve podem ser oportunidade de lavagem.
Dentes e pés:
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Higiene oral diária, mesmo improvisada.
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Pés secos, arejar frequentemente, rodar meias.
Nutrição (bases)
Em sobrevivência, come-se o que existe. Ainda assim, perceba prioridades:
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Proteína: essencial para força/recuperação.
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Gorduras: energia concentrada; não desperdiçar.
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Hidratos/raízes/amidos: energia para movimento.
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Vitaminas/minerais: difíceis de garantir; tente obter frutas/vegetais quando possível.
Deficiências clássicas a reconhecer:
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Vit. A: problemas de visão.
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Vit. B1: fraqueza/beribéri.
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Vit. C: escorbuto/hemorragia gengival/cicatrização lenta.
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Vit. D: raquitismo/ossos fracos.
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Cálcio: ossos/dentes fracos.
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Iodo: bócio (pescoço inchado).
Imunizações
Manter vacinas em dia reduz riscos. Se viajar, siga recomendações de entidades oficiais e de profissionais de saúde.
Doenças e antibióticos (princípios)
Há infeções bacterianas, virais, fúngicas, protozoárias e parasitárias. Em campo, muitas decisões são empíricas (melhor estimativa). O uso de antibióticos deve ser cuidadoso; sempre que possível, deve existir orientação profissional.
Diarreia, vómitos e cefaleias (muito comuns)
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O maior risco associado é desidratação.
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Priorize hidratação e repouso.
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Sinais de alarme: sangue, febre alta, incapacidade de reter líquidos, confusão, agravamento rápido.
RCP (CPR): realidade
A RCP salva vidas em situações específicas, mas as taxas de sobrevivência fora do hospital podem ser baixas e dependem de muitos fatores. Mesmo assim, em afogamento e alguns colapsos presenciados, pode ser decisiva. Sempre que possível, faça formação certificada de SBV.
Exposição aos elementos (resumo)
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Queimaduras solares: manter fresco, hidratar, prevenir infeção em lesões profundas.
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Exaustão pelo calor: parar, sombra, água, arrefecer.
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Golpe de calor: emergência — arrefecer imediatamente e pedir ajuda.
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Frio e congelamento: reaquecer de forma gradual e evitar recongelar.
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Cegueira da neve: proteger olhos (óculos/visores improvisados).
Problemas comuns no terreno (alto nível)
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Furúnculos/infeções cutâneas: calor local, higiene e vigilância.
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Fungos (pé de atleta, etc.): manter seco; tratar com antifúngicos quando disponíveis.
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Carraças/sanguessugas: remover com técnica correta para reduzir infeção.
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Entorses/distensões: RICE nas primeiras 24–48h (Repouso, Gelo se houver, Compressão, Elevação).
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Luxações/fraturas: imobilizar, avaliar circulação/sensibilidade/movimento distal, estabilizar e procurar evacuação médica.
