Ao lidar com desafios de liderança numa situação de sobrevivência, a principal “arma” que um líder deve empregar é a sua vigilância: a atenção do líder deve estar focada em garantir que todos os Elementos da unidade estão a contribuir para o sucesso global da situação.
a. Coesão
Como líder, deve assegurar que todos os membros da equipa estão a trabalhar para a sobrevivência da unidade. Não pode permitir que indivíduos ou pequenos grupos formulem os seus próprios objetivos ou planos de ação.
b. Autoestima (sentido de valor pessoal)
Um Elemento sem sentido de valor pessoal é um Elemento que não valoriza viver. A liderança é um fator crítico na construção desse sentido de valor. Devem ser atribuídas tarefas a cada Elemento, adequadas à sua condição, procurando obter resultados positivos (por exemplo: um homem com uma perna partida pode vigiar o fogo; um homem com um braço partido ainda pode obter água para a unidade). Isto fará com que cada Marine se sinta útil e não um fardo para os restantes membros, independentemente da sua situação individual.
c. Reações naturais ao stress
A liderança deve identificar rapidamente as reações naturais a sinais de stress que os seus Elementos possam estar a manifestar (por exemplo: medo, ansiedade, culpa, depressão). A falha em reconhecer estes sinais cedo resultará em ferimentos, doença ou morte, o que reduzirá a eficácia de combate da unidade. Devem ser tomadas medidas corretivas de imediato.
d. Vontade de sobreviver
A vontade de sobreviver é um “estado mental” que tem de ser incutido e reforçado em todos os Elementos. Sem essa “vontade de sobreviver”, os Marines não terão sucesso. As seguintes ferramentas podem ajudar a desenvolver esse “estado mental”:
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O Código de Conduta.
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Lealdade
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Fé em Portugal.
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Canções patrióticas.
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Fé espiritual.
4. CONCLUSÃO
Determinantes para a sobrevivência são a preparação e o treino, que fomentam a confiança e a segurança na capacidade de uma unidade para vencer os elementos e o inimigo. Unidades mal treinadas não possuirão a “Vontade de Sobreviver”, pois carecem das competências fundamentais para ultrapassar a situação de sobrevivência. A confiança individual constrói-se através de treino exigente e realista, que ensina um Marine a sobreviver e a empregar eficazmente o equipamento para tempo frio.
“O espírito de confiança vem do treino e da tradição… cada Elemento individual, devido à tradição combativa do Grupo
e à dureza do treino, está confiante na sua própria capacidade e na dos seus camaradas… Esta confiança em si próprios e uns nos outros, muitas vezes, determina a diferença entre vitória e SOBREVIVÊNCIA e derrota e aniquilação.”
